Uso da Radiofrequência (LEEP) no Tratamento da Neoplasia Intraepitelial Vaginal (VaIN)
DOI:
https://doi.org/10.5327/2237-4574-145%20Palavras-chave:
neoplasias vaginais, terapia por radiofrequência, HPVResumo
A neoplasia intraepitelial vaginal (VaIN) é uma condição rara, frequentemente associada à infecção persistente por papilomavírus humano (HPV), sobretudo do tipo 16, e ao antecedente de neoplasia intraepitelial cervical (NIC), ou câncer cervical, principalmente em mulheres submetidas à histerectomia. Embora a maioria das VaIN1 apresentem regressão espontânea, as VaIN2/3 exigem tratamento para evitar progressão para carcinoma invasor, estimada entre 2 e 7%. Esta revisão narrativa analisou estudos clínicos que avaliaram o uso do procedimento de excisão eletrocirúrgica com alça (LEEP) no tratamento da VaIN, incluindo dados das séries de Terzakis, Massad, Chen e Cui, além de recomendações de consensos internacionais: European Society of Gynecological Oncology (ESGO), International Society for the Study of Vulvovaginal Disease (ISSVD), European College for the Study of Vulval Disease (ECSVD) e European Federation of Colposcopy (EFC). Os resultados indicam que o LEEP apresenta taxas de cura entre 62 e 100%, com recidivas variando de 25 a 37%. Destacam-se a série de Terzakis: 75% de resposta completa em 12 meses; o estudo de Massad: remissão total nas VaIN2 e regressão de lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL) nas VaIN3; a série de Chen: superioridade das técnicas excisionais sobre terapias tópicas; e o estudo de Cui: 99% das lesões com ≤1 mm de espessura, sugerindo a necessidade de excisão superficial. O LEEP é uma técnica eficaz e segura no tratamento da VaIN2/3 unifocal ou agrupada, principalmente em lesões da cúpula vaginal pós-histerectomia. Sua principal vantagem é permitir análise histológica de margens, garantindo exclusão de microinvasão. No entanto, deve ser evitado em casos multifocais extensos ou mucosa atrófica, situações em que o laser de CO₂ pode ser mais apropriado. A seleção criteriosa das pacientes e o domínio técnico do procedimento são essenciais para minimizar complicações e otimizar os resultados.
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