TLO11: Doença do enxerto versus hospedeiro genital feminina pós transplante alogênico de medula óssea

Autores

  • Luiza de Amorim de Carvalho Araújo Universidade Federal do Ceará – UFC.
  • Manuela Cavalcante Portela Universidade Federal do Ceará – UFC.
  • Karinne Cisne Fernandes Rebouças Universidade Federal do Ceará – UFC.
  • Muse Santiago de Oliveira Universidade Federal do Ceará – UFC.
  • Karla Maria Rego Leopoldo Melo Universidade Federal do Ceará – UFC.
  • José Elutério Júnior Universidade Federal do Ceará – UFC.
  • Raquel Autran Coelho Peixoto Universidade Federal do Ceará – UFC.

DOI:

https://doi.org/10.5327/2237-4574-TL11

Palavras-chave:

doença enxerto-hospedeiro, doenças da vulva, transplante de medula óssea

Resumo

O transplante de medula óssea (TMO) alogênico pode provocar doença do enxerto contra o hospedeiro vulvar e vaginal
(DECHVV). Este estudo objetivou conhecer a prevalência e as repercussões ginecológicas de tal doença. Trata-se de
um estudo transversal descritivo, no qual se avaliou pacientes pós-TMO alogênico, submetidas a avaliação ginecológica
por meio da coleta de exame microbiológico vaginal. Vinte e duas pacientes, entre 21 e 61 anos (média de 38 anos),
foram avaliadas em intervalo médio de 1,028 (desvio padrão±979) dias pós-TMO em hospital de referência. Dessas, 15
referiam queixas ginecológicas (sendo ressecamento, ardência e dispareunia as mais comuns), e 12 apresentavam sinais
de atrofia genital ao exame. Encontrou-se prevalência de 45% de DECHVV, com acometimento vulvar e vaginal de
100 e 60%, respectivamente. Sintomas de ardência e dispareunia mostraram-se mais prevalentes entre pacientes com
DECHVV do que entre aquelas não portadoras (p<0,05). Em comparação com a população não submetida ao TMO
alogênico, observou-se maior prevalência de microbiota vaginal intermediária nessas pacientes, conforme escore de
Nugent. A DECHVV é um acometimento potencialmente mutilante, com prevalência importante entre as pacientes
pós-TMO. O acometimento genital vai além das lesões de DECHVV; esse grupo de pacientes requer cuidado ginecológico
especializado e estruturado.

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Publicado

2026-03-04

Como Citar

1.
Araújo L de A de C, Portela MC, Rebouças KCF, Oliveira MS de, Melo KMRL, Elutério Júnior J, et al. TLO11: Doença do enxerto versus hospedeiro genital feminina pós transplante alogênico de medula óssea. Rev Bras Patol Trato Genit Inferior [Internet]. 4º de março de 2026 [citado 3º de junho de 2026];9(2). Disponível em: https://rbptgi.emnuvens.com.br/revista/article/view/158

Edição

Seção

Apresentações Orais