TLO3: Avaliação da eficácia e satisfação das pacientes usuárias da radiofrequência não ablativa vaginal para sintomas genitourinários na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Autores

  • Marina Martins de Meireles Universidade de São Paulo – USP.
  • Ana Lucia Cavalcanti Universidade de São Paulo – USP.
  • Arlete Gianfaldoni Universidade de São Paulo – USP.
  • Elsa Gay de Pereyra Universidade de São Paulo – USP.
  • Lucivanda Pontes Fonteles Universidade de São Paulo – USP.
  • Maricy Tacla Universidade de São Paulo – USP.
  • José Maria Soares Junior Universidade de São Paulo – USP.

DOI:

https://doi.org/10.5327/2237-4574-TL03

Palavras-chave:

mulheres, radiofrequência, menopausa

Resumo

Com o envelhecimento da população, torna-se essencial garantir qualidade de vida às mulheres idosas, incluindo saúde
sexual e urinária. Nesse contexto, a The Menopause Society definiu, em 2014, a síndrome genitourinária da menopausa
(SGM) como o período no qual há redução da produção de estrogênio, acarretando alterações genitais e urinárias crônicas
e progressivas como secura vaginal, dispareunia, infecções urinárias, incontinência e outros desconfortos. Um dos tratamentos
comumente utilizados é a terapia local com estrogênios em baixa dose, que melhora a espessura, elasticidade e
flora vaginal, favorecendo a função sexual e urinária. No entanto, há contraindicações e efeitos adversos que limitam seu
uso, como câncer de mama e hiperplasia endometrial. Por isso, buscam-se novas alternativas, sendo a radiofrequência
não ablativa (RFNA) uma delas. Essa técnica aquece os tecidos por meio de correntes de alta frequência, promovendo
regeneração celular e remodelação do colágeno, com melhora do trofismo vaginal e uretral, aliviando os sintomas da
SGM. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a eficácia e o grau de satisfação das pacientes quanto às questões urinárias,
vaginais e intestinais após aplicação da RFNA. Este estudo observacional experimental investigou 12 mulheres com
SGM, cujos principais sintomas foram atrofia vaginal (11), dispareunia (1), incontinência urinária de urgência (4), de
esforço (4) e/ou mista (1). Essas pacientes receberam acompanhamento no ambulatório de energias do Hospital das Clínicas
de São Paulo, e passaram por três sessões de RFNA a 45°C, via vaginal, nos meses de abril, maio e junho de 2025.
Elas preencheram um questionário inicial e, nos retornos após cada aplicação da energia, responderam ao questionário
de satisfação. Os critérios de inclusão abrangeram pacientes com SGM sem uso de qualquer tipo de energia vaginal nos
últimos 18 meses, nem de terapia hormonal tópica nos últimos 30 dias, e apresentavam citologia e sorologias normais.
Após a inclusão no estudo, as pacientes responderam ao questionário inicial e realizaram coleta de citologia, bacterioscopia,
exame molecular do ácido desoxirribonucleico para o papilomavírus humano (DNA-HPV), potencial hidrogeniônico
(pH) vaginal e biópsia de parede vaginal direita. Observou-se melhora significativa global nas pacientes, principalmente
nos quesitos prurido vulvar (33,3% no primeiro retorno e 71,4% no segundo), ressecamento vaginal (75,0%
no primeiro retorno e 87,5% no segundo) e incontinência urinária de urgência (62,5% no primeiro retorno e 66,6% no
segundo). A RFNA demonstrou capacidade de reduzir os sintomas da SGM, com melhora perceptível já no primeiro
retorno e potencializada no segundo, repercutindo em bom grau de satisfação pelas pacientes.

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Publicado

2026-03-04

Como Citar

1.
Meireles MM de, Cavalcanti AL, Gianfaldoni A, Pereyra EG de, Fonteles LP, Tacla M, et al. TLO3: Avaliação da eficácia e satisfação das pacientes usuárias da radiofrequência não ablativa vaginal para sintomas genitourinários na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Rev Bras Patol Trato Genit Inferior [Internet]. 4º de março de 2026 [citado 29º de agosto de 2026];9(2). Disponível em: https://rbptgi.emnuvens.com.br/revista/article/view/162

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