TLO7: Desempenho da citologia reflexa na detecção de lesão intraepitelial de alto grau ou pior em mulheres com papilomavírus humano 12 outros positivas: evidências do programa de Indaiatuba

Autores

  • Julio Cesar Teixeira Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
  • Diama Bhadra Vale Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
  • Larissa Dias Assunção Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
  • Cirbia Silva Campos Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
  • Higor Campos Nascimento Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
  • Michelle Garcia Discacciati Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
  • Luiz Carlos Zeferino Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.

DOI:

https://doi.org/10.5327/2237-4574-TL07

Palavras-chave:

citologia, HPV, NIC

Resumo

O Sistema Único de Saúde brasileiro iniciará a utilização do teste molecular do ácido desoxirribonucleico para o papilomavírus
humano (DNA-HPV) com genotipagem parcial no rastreamento, sendo crucial entender como conduzir os
resultados obtidos. Na presença de resultado positivo do teste de DNA-HPV para 12 outros tipos (12OT), não incluindo
HPV16 e 18, será indicada a realização de citologia reflexa em base líquida (CBL). Comparativamente, a citologia convencional
de rastreio com resultados de atipias de células escamosas de significado indeterminado (ASC-US), lesões
intraepiteliais de baixo grau (LSIL) e de significado indeterminado não podendo excluir alto grau (ASC-H) apresenta
baixa predição de lesão intraepitelial de alto grau ou pior (HSIL+), em torno de 13–15% para ASC-H. Conhecer o
desempenho da CBL reflexa na situação de HPV+ pode indicar o nível de cuidado e atenção durante a colposcopia e
seguimento. Buscou-se com este estudo avaliar, em mulheres rastreadas com teste de HPV 12OT+, o desempenho da
citologia reflexa com diagnósticos ASC-US, LSIL e ASC-H na detecção de lesões HSIL ou piores. Foram recuperados
e analisados os dados de um estudo de base populacional envolvendo 20.551 mulheres rastreadas entre 2017 e 2022, com
idades entre 25–64 anos, em programa organizado com teste de DNA-HPV com genotipagem parcial (HPV16 e 18), no
Sistema Único de Saúde da cidade de Indaiatuba, em São Paulo. Foram selecionados e revisados 532 casos com teste de
HPV 12OT+ e citologia reflexa ASC-US, LSIL e ASC-H. Destes, 429 casos (151 ASC-US, 268 LSIL e 10 ASC-H)
realizaram colposcopia e os procedimentos diagnósticos e terapêuticos, como biópsia, exérese da zona de transformação
ou histerectomia. As informações foram sistematizadas em planilha e avaliadas as taxas de detecção de HSIL+, considerando
os grupos etários de 25–29, 30–34, 35–39, 40–49 e 50–64 anos. Utilizou-se o teste qui-quadrado ou Fisher na
análise estatística. Entre os 429 casos avaliados, foram detectados 98 HSIL+ (22,8%), incluindo 50 casos de neoplasia
intraepitelial cervical grau 2 (NIC2), 41 NIC3, seis carcinomas superficialmente invasores e um invasor. A detecção de
HSIL+, conforme o diagnóstico da CBL, foi de 21,2% (32/151) para ASC-US, 22% (59/268) para LSIL e 70% (7/10)
para ASC-H (p<0,001). As taxas de HSIL+ foram mais altas entre mulheres de 25–39 anos (p<0,001), apresentando
a seguinte distribuição: 24,1% (28/116) de 25–29 anos, 27,4% (23/84) de 30–34 anos, 28,8% (17/59) de 35–39 anos,
16% (15/96) de 40–49 anos e 8% (6/74) de 50–64 anos. Os resultados evidenciaram taxas mais elevadas de HSIL+ em
casos com citologia reflexa ASC-US, LSIL e ASC-H do que as taxas históricas descritas para a citologia convencional
de rastreamento, principalmente entre 25–39 anos e em casos de ASC-H. Esses achados indicam que a triagem inicial
com teste de DNA-HPV positivo para 12OT seleciona mulheres de maior risco, reforçando a necessidade de atenção
e rigor na avaliação colposcópica, mesmo quando a citologia reflexa não aponta alto grau.

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Publicado

2026-03-05

Como Citar

1.
Teixeira JC, Vale DB, Assunção LD, Campos CS, Nascimento HC, Discacciati MG, et al. TLO7: Desempenho da citologia reflexa na detecção de lesão intraepitelial de alto grau ou pior em mulheres com papilomavírus humano 12 outros positivas: evidências do programa de Indaiatuba. Rev Bras Patol Trato Genit Inferior [Internet]. 5º de março de 2026 [citado 3º de junho de 2026];9(2). Disponível em: https://rbptgi.emnuvens.com.br/revista/article/view/166

Edição

Seção

Apresentações Orais