EP02: Autocoleta para teste de DNA para Papilomavírus Humano: uma chave para a eliminação do câncer do colo do útero

Autores

  • Gianna Roselli Venancio
  • Cecilia Maria Roteli Martins
  • Maria Ascension Pallares Varela
  • Marcia Fuzaro Terra Cardial
  • Cesar Eduardo Fernandes

DOI:

https://doi.org/10.5327/2237-4574-EP02

Palavras-chave:

câncer do colo do útero, teste de DNA-HPV

Resumo

Introdução: O câncer do colo do útero é doença prevenível, mas mantém-se como o quarto tipo de câncer mais comum
e também a quarta causa de morte por câncer entre as mulheres em todo o mundo. O principal agente associado ao seu
aparecimento é o Papilomavírus Humano (HPV), presente em mais de 95% dos casos e altamente prevalente na população
sexualmente ativa. No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer do colo do útero é o terceiro
tipo mais incidente entre as mulheres. Para cada ano do triênio 2023–2025, foram estimados 17.010 casos novos. Mesmo
sendo um tipo de câncer completamente evitável, ainda representa um grave problema de saúde pública no Brasil e no
mundo, com elevados índices de morbimortalidade. Objetivo: Avaliar o rastreamento do câncer do colo do útero no
município de São Bernardo do Campo, por meio da substituição da citologia convencional pela autocoleta com teste
DNA para HPV em mulheres de 30 a 45 anos cadastradas no Sistema Único de Saúde. Material e Métodos: Foram
incluídas neste projeto 81 mulheres de 30 a 45 anos cadastradas no Sistema Único de Saúde de São Bernardo do Campo.
As participantes foram convocadas aleatoriamente e convidadas a participar do estudo. Resultados: Foram analisados 81
exames de mulheres durante o período do estudo, no qual a citologia convencional foi substituída pela autocoleta para
o teste de DNA para HPV. Ao avaliar as participantes, observou-se que, mesmo sem dificuldades de acesso aos serviços
de saúde, relatam boa adesão à autocoleta para detecção de DNA para HPV. O resultado do teste foi negativo em
68 (84%) e positivo em 13 (16%) dos casos analisados. Entre os exames positivos, foram detectadas duas citologias com
resultados de Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado/Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau
(ASC-US/LSIL) (p=0,567), e em três casos foi observada colposcopia anormal (p=0,026). Todas as pacientes submetidas
à biópsia apresentaram resultados dentro da normalidade. Conclusão: A autocoleta para detecção de DNA para HPV
demonstrou alta aceitabilidade (76,5%), com índices muito baixos de desconforto (22,2%) e rejeição (1,2%). A maioria
das participantes afirmou que realizaria novamente o procedimento (92,6%), reforçando sua viabilidade para programas
de rastreamento. A necessidade de exames complementares foi moderada para colposcopia (49,4%) e muito baixa
para biópsia (5,0%), indicando que a estratégia não gera excesso de procedimentos invasivos. Esses resultados sugerem
que a autocoleta de DNA para HPV é uma estratégia eficaz, segura e bem aceita, com potencial para ampliar a adesão
e a cobertura dos programas de prevenção do câncer do colo do útero, especialmente em populações com barreiras de
acesso ao exame citológico convencional.

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Publicado

2026-03-08

Como Citar

1.
Venancio GR, Martins CMR, Varela MAP, Cardial MFT, Fernandes CE. EP02: Autocoleta para teste de DNA para Papilomavírus Humano: uma chave para a eliminação do câncer do colo do útero. Rev Bras Patol Trato Genit Inferior [Internet]. 8º de março de 2026 [citado 31º de agosto de 2026];9(2). Disponível em: https://rbptgi.emnuvens.com.br/revista/article/view/169

Edição

Seção

Apresentação em Posteres