EP05: Avaliação da eficácia e satisfação da mulher na síndrome geniturinária da menopausa com o uso do FRAXX

Autores

  • Guilherme Grabin Granero
  • Camila Tacla Alves Barbosa
  • Lara Leal Oliveira Hannud
  • Lana Maria de Aguiar
  • Elsa Gay de Pereyra
  • Maricy Tacla

DOI:

https://doi.org/10.5327/2237-4574-EP05

Palavras-chave:

mulheres, menopausa, radiofrequência

Resumo

Introdução: A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) e a Incontinência Urinária de Esforço (IUE) configuram
condições clínicas prevalentes no período pós-menopausal, com impacto significativo na saúde urogenital e na qualidade
de vida das mulheres. Essas queixas decorrem da redução nos níveis de estrogênio, manifestando-se por sintomas como
atrofia vaginal, ressecamento, dispareunia e disfunção urinária. A IUE, por sua vez, caracteriza-se pela perda involuntária
de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tosse, espirro ou exercício físico. O FRAXX
é um dispositivo de radiofrequência fracionada ablativa, indicado a partir da associação de uma radiofrequência bipolar
com a distribuição fracionada da energia eletromagnética emitida por microeletrodos. Seu uso no tratamento de sintomas
geniturinário da menopausa e disfunções do assoalho pélvico tem mostrado bons resultados, promovendo aumento
da produção de colágeno, maior elasticidade, lubrificação e melhora das queixas e da qualidade de vida das pacientes.
Objetivo: Avaliar a eficácia e a segurança do uso do FRAXX por via vaginal no tratamento de pacientes com sintomas
de atrofia vulvovaginal e incontinência urinária leve, por meio da análise de dados clínicos e questionários. Método:
Quatorze mulheres, entre 42 e 68 anos (85% menopausadas há mais de 5 anos), foram submetidas a triagem composta
por anamnese, exame físico, colpocitologia oncótica, pesquisa de Papilomavírus Humano (HPV) por biologia molecular
(PCR para DNA-HPV), microscopia de conteúdo vaginal, pH vaginal e biópsia de mucosa vaginal. As pacientes
apresentavam queixas de atrofia vaginal (71%), IUE (35%), incontinência urinária (IU) (42%), incontinência mista
(7%) e líquen escleroso atrófico (35%). Foram submetidas a três sessões de FRAXX, com intervalos de 30 a 45 dias. Na
primeira avaliação, foram aplicados os questionários: Questionário Avaliação de Incontinência Urinária (ICIQ-SF),
Female Sexual Function Index – 6 (IFSF-6) e Vaginal Health Index (VHI), que serão novamente aplicados seis meses após
a primeira sessão. A cada aplicação, foram realizados questionários de satisfação e exame físico ginecológico. Resultado:
A resposta clínica ao tratamento com FRAXX para atrofia vulvovaginal mostrou-se positiva. Quatro semanas após a
primeira sessão, 92% apresentaram melhora do ressecamento vaginal, 71% melhora da IUE, 78% melhora da urgência
miccional e 42% melhora da dispareunia. Na segunda sessão, os índices de melhora aumentaram para 100% no ressecamento
vaginal, 92,6% na IU aos esforços, 92,2% na urgência miccional e 75% na dispareunia. Entre as pacientes com
líquen escleroso atrófico (n=5), 100% apresentaram melhora do ressecamento vaginal, 80% melhora da IU aos esforços,
60% melhora da urgência miccional e 20% melhora da dispareunia. Conclusão: O estudo demonstrou que o uso vaginal
do FRAXX pode ser considerado um método eficaz e seguro para o tratamento da atrofia vulvovaginal.

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Publicado

2026-03-08

Como Citar

1.
Granero GG, Barbosa CTA, Hannud LLO, Aguiar LM de, Pereyra EG de, Tacla M. EP05: Avaliação da eficácia e satisfação da mulher na síndrome geniturinária da menopausa com o uso do FRAXX. Rev Bras Patol Trato Genit Inferior [Internet]. 8º de março de 2026 [citado 18º de maio de 2026];9(2). Disponível em: https://rbptgi.emnuvens.com.br/revista/article/view/172

Edição

Seção

Apresentação em Posteres