EP10: Dose única como estratégia para melhorar a adesão à vacinação contra o Papilomavírus Humano: avanços e desafios

Autores

  • Alícia Araújo Alves dos Santos
  • Solange Cavalcante Costa

DOI:

https://doi.org/10.5327/2237-4574-EP10

Palavras-chave:

Mulheres, vacina, HPV

Resumo

Introdução: Introduzida no calendário nacional de vacinação em 2014, com esquema inicial de três doses, a vacina contra
o Papilomavírus Humano (HPV) constitui a principal forma de proteção contra os cânceres de colo do útero, pênis,
vulva, canal anal, boca e orofaringe. Ademais, é indicada internacionalmente e já tem apresentado efeitos positivos em
populações que alcançaram a cobertura recomendada. Entretanto, nos últimos 10 anos, no Brasil, a cobertura vacinal
tem permanecido abaixo da meta. Objetivos: Descrever como a adoção da dose única da vacina contra o HPV no Brasil
pode influenciar a adesão vacinal diante dos fatores que historicamente dificultam o alcance da cobertura. Métodos:
Foi realizada uma revisão de literatura com busca nas bases de dados SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde.
Foram utilizadas as palavras-chaves: HPV, dose única, vacinação, Brasil e desafios. Resultados: Dos mais de 200 tipos de
HPV, cerca de 40 acometem o trato anogenital e podem ser classificados em baixo e alto risco oncogênico. Os tipos que
mais causam câncer (16 e 18, de alto risco oncogênico) e verrugas genitais (6 e 11, de baixo risco oncogênico) podem ser
prevenidos por meio da vacinação. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, o câncer
cervical é o terceiro que mais acomete a população feminina e a quarta causa de mortes entre mulheres por ano, sendo
a principal causa de óbitos na região Norte. A cobertura vacinal tem permanecido abaixo da meta nos últimos 10 anos.
O atual esquema é composto por uma dose; contudo, até 2024, o esquema era composto por duas doses. A dose única
tem como objetivo aumentar a adesão à vacinação e a cobertura completa, anteriormente dependente da segunda dose,
que apresentava baixa adesão em relação à primeira. Alguns autores relacionam a baixa adesão a fatores multifatoriais,
envolvendo aspectos logísticos e culturais, como descontinuidade da vacinação, abandono vacinal, renda, cor da pele,
desconhecimento sobre a doença, falta de confiança na segurança e eficácia da vacina, efeitos adversos, além de crenças
e valores associados à atividade sexual. Conclusão: A adoção da dose única, além de promover cobertura integral e
prevenção individual e coletiva, pode elevar os níveis de adesão à vacina, especialmente entre aqueles que não completaram
o esquema anterior. Ainda assim, seu sucesso dependerá da articulação com estratégias de educação em saúde e
do enfrentamento de mitos e desinformações.

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Publicado

2026-03-08

Como Citar

1.
Santos AAA dos, Costa SC. EP10: Dose única como estratégia para melhorar a adesão à vacinação contra o Papilomavírus Humano: avanços e desafios. Rev Bras Patol Trato Genit Inferior [Internet]. 8º de março de 2026 [citado 29º de agosto de 2026];9(2). Disponível em: https://rbptgi.emnuvens.com.br/revista/article/view/177

Edição

Seção

Apresentação em Posteres