EP11: O conhecimento sobre o Papilomavírus Humano e sua contribuição para a adesão às medidas de prevenção do câncer de colo uterino
DOI:
https://doi.org/10.5327/2237-4574-EP11Palavras-chave:
Papilomavírus Humano, câncer do colo do útero, conhecimento, vacinação, educação em saúdeResumo
Introdução: O Papilomavírus Humano (HPV) é a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum no mundo.
Apesar da disponibilidade de medidas eficazes de prevenção, como vacinação e rastreamento citopatológico, os índices
de mortalidade permanecem elevados, sobretudo em áreas de vulnerabilidade social. Objetivo: Avaliar o nível de
conhecimento sobre o HPV entre pacientes atendidas em um hospital terciário e em uma unidade de saúde secundária,
ambas com atendimento em Patologia do Trato Genital Inferior, identificando lacunas informacionais relacionadas à
baixa adesão à vacinação e ao rastreamento do câncer do colo do útero. Material e Métodos: Estudo transversal, descritivo
e analítico, com abordagem quantitativa. Foram excluídas as pacientes menores de 18 anos. A análise estatística foi
realizada com o software SPSS v.20.0, utilizando os testes de Kolmogorov-Smirnov, t de Student e Mann-Whitney, com
nível de significância de p<0,05. Resultados: Foram entrevistadas 326 mulheres, sendo 86% (n=280) com idade acima
de 30 anos. Relataram vida sexual ativa 80% (n=261). Embora 86,2% (n=281) já tivessem ouvido falar sobre o HPV e
50,9% (n=166) reconhecessem o HPV como infecção comum, 37,4% (n=122) não sabiam se o beijo é via de transmissão
e 41,4% (n=135) não souberam opinar sobre a contaminação por água. Apenas 43,9% (n=142) reconheceram a possibilidade
de transmissão vertical do vírus. Quanto aos sintomas, 31,9% (n=104) sabiam que a infecção por HPV pode
ser assintomática. Embora 59,8% (n=195) associassem o vírus a verrugas genitais, apenas 17,5% (n=57) acreditavam
que a infecção por HPV causa sintomas, e 46,6% (n+152) acreditavam que ela tem cura. Conclusão: A desinformação
expressiva sobre o HPV, especialmente no que diz respeito à transmissão, sintomas, prevenção e relação com o câncer
do colo do útero, pode comprometer a adesão às estratégias preventivas, reforçando a necessidade de ações educativas
permanentes nas unidades de saúde.