EP12: Óbitos por neoplasia de vulva no Brasil: um panorama de 10 anos

Autores

  • Karolaine Lima Souza Souza
  • Ana Paula Oliveira Pinto

DOI:

https://doi.org/10.5327/2237-4574-EP12

Palavras-chave:

epidemiologia, vulva, neoplasias

Resumo

Introdução: O câncer de vulva, embora incomum entre as neoplasias femininas, vem apresentando aumento em sua incidência
nos últimos anos. Existem duas formas precursoras do câncer vulvar: aquela associada ao papilomavírus humano
(HPV) e outra associada ao líquen simples crônico, hiperplasia de células escamosas e líquen escleroso não tratados.
Mesmo sem exames de rastreio específicos, trata-se de um câncer que pode ser identificado em suas fases iniciais por
meio de atendimento especializado. O tratamento em estágios iniciais apresenta melhores desfechos, tanto estético-funcionais
quanto em relação à sobrevida global, com elevado índice de cura. Objetivo: Analisar o perfil dos óbitos por neoplasia
de vulva no Brasil entre os anos de 2013 e 2023. Métodos: Estudo descritivo e observacional sobre os óbitos por
neoplasia de vulva no Brasil, utilizando dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS).
Foram verificadas as variáveis número de óbitos, regiões brasileiras, faixa etária e cor/raça, visando a identificação
de padrões epidemiológicos, incluindo incidência, mortalidade e distribuição geográfica dos casos. Não foi necessária
avaliação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, uma vez que se trata de dados populacionais. Resultados: Foram registrados
4.790 óbitos por neoplasia de vulva no período de 2013 a 2023. Observou-se padrão ascendente de óbitos, com
351 casos em 2013, aumentando para 516 em 2023. Quanto à cor/raça branca, a prevalência foi maior entre mulheres
brancas, com 3.180 óbitos (66%), seguida pelas pardas, com 1.214 óbitos (25%). Em relação à distribuição regional, a
região Sudeste apresentou o maior número de registros, com 2.589 óbitos (54%), seguida pelo Sul, com 991 (20,6%),
Nordeste, com 759 (15,8%), Centro-Oeste, com 275 (5,7%) e Norte, com 176 (3,6%). Quanto à faixa etária, a maior
prevalência ocorreu em mulheres com 80 anos ou mais, com 1.673 óbitos (34,9%), seguida pelas faixas de 70 a 79 anos,
com 1.297 óbitos (27%), e de 60 a 69 anos, com 927 óbitos (19,3%). Conclusão: A prevalência observada que os grupos
mais vulneráveis a óbito por neoplasia de vulva são mulheres brancas, seguidas por mulheres pardas, especialmente
acima dos 60 anos, com predomínio na faixa etária superior a 80 anos, residentes nas regiões Sudeste e Sul do Brasil.
Esses dados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à educação em saúde e à melhoria do sistema de vigilância
epidemiológica, por meio da ampliação do acesso aos serviços de saúde, detecção precoce e tratamento adequado
da neoplasia de vulva, visando a uma cobertura mais equitativa e à redução da mortalidade associada a essa patologia.

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Publicado

2026-03-08

Como Citar

1.
Souza KLS, Pinto APO. EP12: Óbitos por neoplasia de vulva no Brasil: um panorama de 10 anos. Rev Bras Patol Trato Genit Inferior [Internet]. 8º de março de 2026 [citado 16º de maio de 2026];9(2). Disponível em: https://rbptgi.emnuvens.com.br/revista/article/view/179

Edição

Seção

Apresentação em Posteres