EP39: Análise do seguimento de lesões intraepiteliais de alto grau no rastreamento do câncer do colo do útero no Amazonas: um recorte geográfico

Autores

  • Patricia Leite Brito
  • Tysciana Alice de Brito Nascimento
  • Rodrigo Bruno Pessoas Morais
  • Amanda Edwards Borba
  • Maria Fernanda Abrahim de Souza

DOI:

https://doi.org/10.5327/2237-4574-EP39

Palavras-chave:

câncer, colo do útero, biópsia

Resumo

Introdução: No Brasil, o câncer (CA) do colo do útero é o terceiro tipo mais incidente entre as mulheres, excetuando-
-se os cânceres de pele não melanoma. A região Norte apresenta maior taxa de mortalidade por CA do colo do útero
há mais de 20 anos, sendo o estado do Amazonas (AM) o segundo com maior número de casos. Diante desse cenário,
tão importante quanto o rastreamento de lesões precursoras é o seguimento, diagnóstico e tratamento precoce. O presente
estudo propõe analisar o seguimento de lesões precursoras de alto grau no último decênio em Manaus e nos cinco
municípios mais populosos fora da capital. Objetivo: Realizar análise comparativa entre o número de pacientes que
realizaram exame histopatológico e o número de pacientes com exame colpocitológico diagnóstico de lesão intraepitelial
de alto grau nas seis cidades mais populosas do estado do AM, no período de 2013 a 2024. Materiais e Métodos:
Estudo descritivo, transversal e retrospectivo. Foram utilizados dados secundários disponibilizados pelo Sistema de
Informações de Câncer (SISCAN). As variáveis observadas foram: citologia do colo do útero por paciente, histopatologia
do colo do útero por paciente, período de 2013 a 2024, e municípios de Manaus, Itacoatiara, Manacapuru, Parintins,
Tefé e Coari. Os dados coletados foram tabulados no Microsoft Excel 2016 e analisados por meio da estatística descritiva
simples. Resultados: Foram realizados 353.934 exames colpocitológicos nos seis municípios entre 2013 e 2024.
Em relação aos exames colpocitológicos com diagnóstico de lesão intraepitelial de alto grau, foram identificados 2.806
casos, sendo 2.273 (81%) em Manaus, 126 (4,49%) em Itacoatiara, 117 (4,16%) em Coari, 114 (4,06%) em Tefé, 108
(3,84%) em Manacapuru e 68 (2,42%) em Parintins. O número de exames histopatológicos realizados foi de 569, sendo
536 (94,2%) em Manaus, 14 (2,46%) em Itacoatiara, 7 (1,23%) em Tefé e Manacapuru, 3 (0,52%) em Coari e 2 (0,35%)
em Parintins. Dessa forma, 20,27% dos diagnósticos de lesão intraepitelial de alto grau identificados pela colpocitologia
foram confirmados por exame histopatológico. Em Manaus, esse percentual foi de 23,58%; em Itacoatiara, 11,11%;
em Manacapuru, 6,48%; em Tefé 6,14%; em Parintins, 2,94%; e em Coari 2,56%. Conclusão: Entre os seis municípios
avaliados no período de estudo, apenas 20,27% das pacientes com diagnóstico citológico de lesão intraepitelial de alto
grau realizaram exame histopatológico. Em Manaus, menos de 25% realizaram o exame, enquanto em Coari e Parintins
esse percentual foi de apenas 3%. Nesse contexto, 79,7% das pacientes diagnosticadas não realizaram a biópsia, o
que contribui para o diagnóstico tardio e o aumento da taxa de mortalidade pela doença.

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Publicado

2026-03-10

Como Citar

1.
Brito PL, Nascimento TA de B, Morais RBP, Borba AE, Souza MFA de. EP39: Análise do seguimento de lesões intraepiteliais de alto grau no rastreamento do câncer do colo do útero no Amazonas: um recorte geográfico. Rev Bras Patol Trato Genit Inferior [Internet]. 10º de março de 2026 [citado 15º de maio de 2026];9(2). Disponível em: https://rbptgi.emnuvens.com.br/revista/article/view/206

Edição

Seção

Apresentação em Posteres