EP51: Neoplasia intraepitelial vulvar independente do papilomavírus humano do tipo verruciforme acantótico (vaVIN): relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.5327/2237-4574-EP51Palavras-chave:
neoplasias vulvares, doenças da vulva, líquen escleroso vulvar, carcinoma verrucosoResumo
Introdução: O câncer de vulva é uma doença rara, representando aproximadamente 0,58% de todos os cânceres femininos.
As lesões precursoras podem estar associadas ou não ao Papilomavírus Humano (HPV). A neoplasia intraepitelial
vulvar independente do HPV abrange diversas entidades, algumas descritas apenas recentemente e ainda sem
consenso sobre a nomenclatura ideal. As lesões incluídas nessa categoria apresentam acantose acentuada, crescimento
verruciforme e maturação escamosa alterada, tendo sido objeto de crescente caracterização nas últimas décadas. Relato
do Caso: Paciente de 81 anos com lesão vulvar de aspecto verrucoso, superfície papilar, leucoplásica, não infiltrativa e
bem delimitada, associada a prurido há cerca de um ano. Havia biópsia prévia com resultado de líquen escleroso vulvar.
Foi atendida em ambulatório especializado de serviço terciário do estado de São Paulo. A paciente foi submetida à exérese
ampla da lesão por cirurgia de alta frequência, com confirmação histopatológica de neoplasia intraepitelial vulvar
HPV-independente do tipo verruciforme acantótico (vaVIN ou NIVva). Os marcadores imunohistoquímicos P16 e
P53 apresentaram padrão normal, corroborando o diagnóstico de lesão pré-maligna. A paciente permanece em acompanhamento
ambulatorial semestral, visto que, embora a exérese tenha apresentado margens amplas, há possibilidade
de recorrência. Comentários: Essas lesões apresentam associação documentada com o carcinoma verrucoso e o carcinoma
de células escamosas da vulva, sugerindo papel precursor. Nesses casos, o tratamento visa não apenas o alívio dos
sintomas, mas também a preservação da anatomia volver e a prevenção da progressão da doença, por meio da excisão
completa da lesão. O acompanhamento pós-excisional deve ser rigoroso, especialmente nos dois primeiros anos, devido
às elevadas taxas de recidiva.