EP65: Tempo oportuno para realização de biópsias em lesões vulvares: uma revisão de literatura

Autores

  • Isabella Magalhães Assub
  • Julliete Cristina de Oliveira
  • Werbene Caroline de Queiroz Gomes
  • Maria Eduarda Sousa Vanderley
  • Renata Rodrigues Lima
  • Isadora Ferreira Santos
  • Isabelle Francesca Borges Soares

DOI:

https://doi.org/10.5327/2237-4574-EP65

Palavras-chave:

neoplasias vulvares, câncer, vulva, biópsia

Resumo

Introdução: O câncer de vulva (CV) é uma neoplasia ginecológica rara, representando cerca de 4% dos tumores do trato
genital feminino, ocorrendo majoritariamente em mulheres idosas. Lesões vulvares persistentes ou com características
atípicas podem indicar malignidade, tornando a biópsia essencial para o diagnóstico precoce. Entretanto, sua realização
deve ser baseada em sinais clínicos específicos e fatores de risco, como infecção por HPV e líquen escleroso. Identificar
o momento oportuno para a biópsia é importante para evitar diagnósticos tardios ou procedimentos desnecessários.
Objetivos: Verificar os principais critérios clínicos que indicam a necessidade de biópsia em lesões vulvares suspeitas,
visando o diagnóstico precoce do CV. Métodos: Revisão da literatura realizada nas bases de dados SciELO, PubMed
e Scopus, utilizando os descritores DeCS/MeSH “vulvar neoplasms”, “early detection of cancer” e “biopsy”. Foram selecionados
artigos publicados entre 2015 e 2024, em inglês, que abordassem critérios clínicos para indicação de biópsia
em suspeita de neoplasia vulvar. Resultados: As principais indicações para biópsia de lesões vulvares incluem: lesão de
etiologia incerta, especialmente em mulheres acima de 50 anos, com necessidade de confirmação histopatológica, destacando-
se o grupo pós-menopáusico, de maior risco para neoplasias vulvares. Lesões que não respondem ao tratamento
convencional para dermatoses vulvares também devem ser biopsiadas, pois a ausência de resposta terapêutica pode indicar
etiologia neoplásica ou pré-neoplásica subjacente. As características suspeitas clássicas incluem ulceração, nódulo,
áreas de leucoplasia ou eritroplasia, bordas irregulares e crescimento rápido, aumentando a probabilidade de malignidade
ou lesão intraepitelial de alto grau. Além disso, qualquer alteração vulvar persistente, mesmo aparentemente benigna,
em pacientes imunossuprimidas ou com fatores de risco conhecidos, constitui indicação para biópsia, visto que a imunossupressão
eleva o risco de neoplasias e pode mascarar apresentações clínicas típicas. Conclusão: A biópsia deve ser
indicada com base em critérios clínicos bem definidos, visando à identificação precoce de neoplasias vulvares e lesões
precursoras. A associação de achados clínicos com fatores de risco permite intervenções oportunas, contribuindo para
o rastreio da doença e para melhores prognósticos na saúde da mulher.

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Publicado

2026-03-13

Como Citar

1.
Assub IM, Oliveira JC de, Gomes WC de Q, Vanderley MES, Lima RR, Santos IF, et al. EP65: Tempo oportuno para realização de biópsias em lesões vulvares: uma revisão de literatura. Rev Bras Patol Trato Genit Inferior [Internet]. 13º de março de 2026 [citado 16º de maio de 2026];9(2). Disponível em: https://rbptgi.emnuvens.com.br/revista/article/view/232

Edição

Seção

Apresentação em Posteres