Como eu utilizo a radiofrequência fracionada microablativa (RFFMA) no tratamento do líquen escleroso
DOI:
https://doi.org/10.5327/2237-4574-2024820015Palavras-chave:
líquen escleroso, terapia por radiofrequência, doenças da vulvaResumo
Líquen escleroso é uma doença cutânea crônica inflamatória, que acomete as regiões vulvar e perianal, causando prurido intenso
e atrofia vulvar, com potencial carcinogênico quando não tratado adequadamente. As principais características histológicas
incluem a hialinização das fibras de colágeno e o infiltrado inflamatório liquenoide. O tratamento convencional baseia-se no
uso de corticoides tópicos de alta potência por período estendido, visando ao controle do prurido, das deformidades anatômicas
e da evolução maligna. Contudo, o uso desses medicamentos por longo prazo pode induzir à atrofia vulvar, ao ressecamento da
pele, a telangiectasias e infecções secundárias. Dessa forma, tratamentos adjuvantes poderão ser úteis na redução desses efeitos
colaterais. A radiofrequência microablativa fracionada (RFFMA) já vem sendo utilizada em tratamentos cutâneos estéticos
que buscam melhorar o trofismo da pele por meio do remodelamento e do estímulo da síntese de colágeno. Portanto, esse
tipo de energia pode ser utilizado como ferramenta adjuvante por aumentar a produção de colágeno e elastina, melhorando o
trofismo epitelial e consequentemente o prurido, a ardência e a hipocromia, com impacto direto na qualidade de vida sexual
e na autoestima das pacientes afetadas.
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