Recomendações da ABPTGIC para o uso de vacinas HPV no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5327/2237-4574-2024810018Palavras-chave:
HPV, vacinas, câncerResumo
A recente decisão do Programa Nacional de Imunizações (PNI) de adotar um esquema de dose única para vacinação contra o HPV levantou muitas questões. Em resposta, a Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC) esclarece os esquemas vacinais atuais. O PNI optou por dose única da vacina quadrivalente contra HPV (HPV4) para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, com estratégia de recuperação temporária para adolescentes não vacinados de 15 a 19 anos, fortemente apoiada pela ABPTGIC. Esta estratégia de vacinação contra o HPV, apoiada por evidências robustas, visa aumentar a cobertura vacinal, especialmente onde a incorporação de uma segunda dose é um desafio. Os países que utilizam o modelo de dose única registaram um aumento da cobertura da vacina contra o HPV e alargaram os benefícios a grupos prioritários, como vítimas de violência sexual e casos de papilomatose respiratória recorrente (PRR). Pacientes imunocomprometidos e maiores de 20 anos ainda devem
receber três doses. Essas recomendações visam ampliar o acesso à vacina contra o HPV e reduzir a prevalência do HPV, contribuindo para a eliminação do câncer do colo do útero no Brasil. No entanto, ainda faltam dados robustos sobre a proteção de dose única contra doenças relacionadas com o HPV outros órgãos, a persistência de anticorpos a longo prazo e a eficácia da vacina contra o HPV em grupos etários mais velhos. Para proteção individual, a ABPTGIC recomenda o uso da vacina nonavalente contra HPV: duas doses para idades de 9 a 14 anos e três doses para idades de 15 a 45 anos. Para pacientes imunocomprometidos de 9 a 45 anos, são aconselhadas três doses. Alternativamente, poderia se utilizar duas doses de 15 a 20 anos. Esta recomendação permanecerá válida até que novas evidências sugiram uma redução segura e eficaz nas doses da vacina contra o HPV
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