TLO2: Aplicação de energias — laser, radiofrequência e ultrassom microfocado — nas disfunções urogenitais

Autores

  • Nicolle Kayse Ferreira e Araujo Universidade Estadual de São Paulo – USP.
  • Pamela Bacellar Rosenblat, Cristiane Roa Universidade Estadual de São Paulo – USP.
  • Jose Maria Soares Junior Universidade Estadual de São Paulo – USP.
  • Edmund Chada Baracat Universidade Estadual de São Paulo – USP.
  • Elsa Aida Gay de Pereyra Universidade Estadual de São Paulo – USP.
  • Maricy Tacla Universidade Estadual de São Paulo – USP.

DOI:

https://doi.org/10.5327/2237-4574-TL02

Palavras-chave:

laser, radiofrequência, ultrassonografia

Resumo

A incontinência urinária de esforço (IUE) e a síndrome geniturinária da menopausa (SGM) são altamente prevalentes
e afetam de maneira significativa a qualidade de vida das mulheres, particularmente durante o climatério, a menopausa
e o período pós-parto. Novas tecnologias, como o laser, a radiofrequência e o ultrassom microfocado, podem ser
alternativas complementares aos tratamentos tradicionais, como a terapia vaginal hormonal, hidratantes, lubrificantes
ou cirurgias. Este estudo teve como objetivo avaliar a melhora dos sintomas genitais, urinários e sexuais de pacientes
com IUE e a SGM, por meio de avaliação clínica e questionários validados, após a aplicação de laser, radiofrequência
ou ultrassom microfocado. Trata-se de estudo piloto prospectivo em andamento, realizado no Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com 72 mulheres, entre 32 e 80 anos, submetidas a três aplicações
de laser de CO2, laser de Erbium, radiofrequência microablativa, radiofrequência não ablativa ou uma de ultrassom
microfocado conforme protocolo institucional. As pacientes foram alocadas de forma aleatória em cinco grupos,
de acordo com cada energia. Foram realizados exames clínicos, laboratoriais e biópsia vaginal, além da aplicação de três
questionários validados (Questionário Internacional de Consulta sobre Incontinência — versão curta [ICIQ-SF], Índice
de Função Sexual Feminina [FSFI-6] e Índice de Saúde Vaginal [VHI]). As participantes retornaram após 30 e 60 dias
da sessão para reavaliação clínica e aplicação de um questionário de satisfação dos sintomas. O encerramento do estudo
está previsto para outubro de 2025, com a realização de novos exames e coleta de dados ao longo de seis meses. Os tratamentos
com radiofrequência (microablativa e não ablativa), ultrassom microfocado (HIFU) e lasers (CO2 e Erbium)
apresentaram benefícios na atrofia vulvovaginal, saúde sexual e sintomas urinários, com evolução progressiva entre as
sessões. O ressecamento vaginal apresentou melhora em 75–100% das pacientes após a segunda sessão, com exceção do
HIFU (aplicação única). A IUE também teve resposta positiva (71–100%), com maior benefício progressivo nas sessões
subsequentes. Já a urgência miccional, apesar da melhora (60–92%), teve resultado inferior se comparado à IUE
e ao ressecamento. A dispareunia melhorou em até 75% das pacientes, associada ao aumento expressivo na satisfação
sexual (com HIFU e lasers). Entre as tecnologias analisadas, a radiofrequência microablativa apresentou maior eficácia
no tratamento do ressecamento vaginal, enquanto a radiofrequência não ablativa mostrou melhor resposta para a urgência
miccional. O HIFU destacou-se na melhora dos sintomas sexuais, o laser de Erbium obteve melhor desempenho na
IUE, enquanto o laser de CO2 demonstrou uma melhora global expressiva em todos os sintomas, incluindo a dispareunia.
As energias podem ser uma alternativa eficaz e segura para o tratamento das disfunções urogenitais. Apesar de ser
um estudo piloto e limitado, alguns achados isolados podem direcionar novas pesquisas, a fim de se confirmar a eficácia
e a segurança dessas novas tecnologias.

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Publicado

2026-03-04

Como Citar

1.
Araujo NKF e, Roa PBRC, Soares Junior JM, Baracat EC, Pereyra EAG de, Tacla M. TLO2: Aplicação de energias — laser, radiofrequência e ultrassom microfocado — nas disfunções urogenitais. Rev Bras Patol Trato Genit Inferior [Internet]. 4º de março de 2026 [citado 3º de junho de 2026];9(2). Disponível em: https://rbptgi.emnuvens.com.br/revista/article/view/161

Edição

Seção

Apresentações Orais