EP40: Resultados do rastreamento citológico no estado do Amazonas
DOI:
https://doi.org/10.5327/2237-4574-EP40Palavras-chave:
rastreamento, cancer, colo uterinoResumo
Introdução: A colpocitologia oncótica é uma importante ferramenta para a identificação precoce de lesões precursoras
e para o rastreamento do câncer do colo do útero (CCU). Por meio desse exame, é possível detectar alterações celulares
indicativas de risco de malignidade, possibilitando o tratamento oportuno e evitando a progressão para neoplasias
invasivas. Objetivos: Descrever a frequência e o perfil das alterações encontradas nos exames de colpocitologia oncótica
realizados no estado do Amazonas entre 2020 e 2025. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico e descritivo,
com análise retrospectiva dos dados secundários em saúde. As informações foram extraídas do Sistema de Informação
do Câncer (SISCAN), disponível na plataforma Tabnet do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde
(DATASUS) do Ministério da Saúde, no período especificado. As variáveis pesquisadas foram: atipia escamosa de significado
indeterminado (ASC-US) e atipia escamosa de alto grau (ASC-H), alteração glandular indefinida não neoplásica,
alteração glandular indefinida de alto grau, lesão intraepitelial de baixo grau (LIEBG), lesão intraepitelial de
alto grau (LIEAG), carcinoma microinvasivo e epidermóide invasor, carcinoma epidermóide invasor, adenocarcinoma
in situ e adenocarcinoma invasor. Resultados: No estado do Amazonas, entre 2020 e 2025, foram realizados 956.012
exames de colpocitologia oncótica. O ano de 2023 registrou o maior número de exames (258.270), seguido por 2024
(248.500) e 2022 (185.000). Em relação aos municípios, Manaus foi o responsável por 522.297 procedimentos, seguido
de Itacoatiara (31.285), Manacapuru (28.788), Coari (27.473) e Tefé (19.016). Entre as alterações citopatológicas pesquisadas,
a mais frequente foi ASC-US, com 9.559 casos, seguida de LIEBG (8.535 casos), ASC-H (6.853 casos),
LIEAG (4.140 casos), carcinoma epidermóide invasor (52 casos) e adenocarcinoma invasor (11 casos). A faixa etária
mais acometida por ASC-US foi a de 40 a 44 anos (1.399 casos); por LIEBG, 25 a 29 anos (1.548 casos); por ASC-H,
40 a 44 anos (932 casos); e por LIEAG, 35 a 39 anos (702 casos). Foram identificados 52 casos de carcinoma epidermóide
invasor e 11 de adenocarcinoma invasor. Conclusão: Entre 2020 e 2025, o estado do Amazonas apresentou um
expressivo número de exames de colpocitologia oncótica, com pico de realização em 2023. Manaus destacou-se como
o município com maior volume de exames. As alterações colpocitológicas mais frequentes foram ASC-US e LIEBG,
principalmente entre mulheres de 25 a 44 anos. Esses achados reforçam a relevância do rastreamento citopatológico
para a detecção precoce de lesões cervicais. Investir na ampliação do acesso e na continuidade das ações de prevenção é
essencial para reduzir a incidência e a mortalidade do CCU no Amazonas.